Julieta se perdia por entre as cores de sua aquarela,
pintava o seu mundo
coloria folhas em branca dando vidas antes inexistentes
inventava,
se tornava menina piranha dentro de aquário humano
soltava bolhas furtacor embaixo d’agua
inventava ser flor, beija-flor que beijaria outras pétalas
e na arte de se fazer
era feita de pura arte
dizia a ela mesma
-sou arteira,
não me importa os anos que passam,
sou esta infinita arteira.